Redação ITACER
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Como a cerâmica contribui para certificações verdes
As certificações verdes vêm ganhando importância na construção civil porque ajudam a traduzir sustentabilidade em critérios verificáveis. Elas avaliam aspectos como uso eficiente de recursos, redução de impactos ambientais, gestão de resíduos, qualidade dos ambientes internos, desempenho energético e escolha responsável de materiais. Nesse contexto, a cerâmica tem um papel relevante a desempenhar.
No Brasil e no mundo, uma das certificações mais conhecidas é o LEED, sistema que oferece uma estrutura para edifícios sustentáveis, saudáveis, eficientes e econômicos. Segundo o GBC Brasil, o LEED é o sistema de certificação de edifícios sustentáveis mais utilizado no mundo e avalia temas que vão do uso de energia e água à seleção de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna.
O GBC Brasil explica que o LEED aborda “desde o uso de energia e água até a seleção de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna”, por meio de categorias de crédito adaptadas a cada sistema de classificação.
A contribuição da cerâmica para certificações verdes não deve ser entendida como uma pontuação automática. Certificações avaliam o projeto como um todo, e cada material precisa ser analisado conforme documentação técnica, origem, desempenho, impacto ambiental e forma de aplicação. Ainda assim, os produtos cerâmicos podem apoiar diversas estratégias sustentáveis quando especificados corretamente.
Critério de sustentabilidade | Possível contribuição da cerâmica | Relação com certificações verdes |
Durabilidade | Longa vida útil e resistência | Redução de substituições e menor impacto ao longo do ciclo de vida |
Baixa emissão no uso | Materiais cerâmicos não dependem de compostos voláteis para desempenho | Apoio à qualidade ambiental interna |
Gestão de resíduos | Potencial de redução de perdas com projeto racionalizado | Contribuição para canteiros mais limpos e eficientes |
Transparência ambiental | Declarações ambientais de produto e documentação técnica | Suporte à tomada de decisão e comprovação de desempenho |
Matérias-primas minerais | Uso de recursos naturais com controle e responsabilidade | Necessidade de rastreabilidade e boas práticas produtivas |
Um dos principais atributos da cerâmica é a durabilidade. Produtos cerâmicos são reconhecidos por resistência, estabilidade e longa vida útil quando aplicados corretamente. Essa característica é importante porque a sustentabilidade não depende apenas do impacto inicial de um material, mas também de sua vida útil, manutenção e frequência de substituição.
Materiais que precisam ser trocados com menor frequência tendem a reduzir consumo futuro de recursos, geração de resíduos e impactos associados a transporte e reposição. Em certificações ambientais, essa visão de ciclo de vida é cada vez mais valorizada. O próprio LEED v4 reforça a transparência e os resultados mensuráveis ao longo do ciclo de vida do edifício.
Outro ponto relevante é a qualidade ambiental interna. Materiais cerâmicos, por sua natureza mineral e inerte após a queima, são frequentemente associados à baixa emissão de compostos orgânicos voláteis no uso. Fabricantes internacionais de revestimentos cerâmicos destacam que a cerâmica não libera compostos químicos nocivos durante seu ciclo de vida de uso, contribuindo para conforto e bem-estar dos ocupantes. Para projetos que buscam certificações, esse tipo de característica precisa ser comprovado por documentação adequada e ensaios quando aplicável.
A cerâmica também pode contribuir por meio da racionalização da obra. Quando blocos cerâmicos são utilizados dentro de um projeto modulado, com paginação definida e execução capacitada, há menor necessidade de cortes, menor quebra de peças e menor geração de entulho. Isso se conecta diretamente à gestão de resíduos, uma dimensão frequentemente considerada em certificações verdes.
No caso da alvenaria cerâmica racional, a sustentabilidade não está apenas no material, mas no sistema. Um bloco de qualidade, aplicado em uma obra mal planejada, pode perder parte de seu potencial. Por outro lado, quando produto, projeto e execução estão integrados, a cerâmica contribui para uma construção mais eficiente e com menor desperdício.
A transparência ambiental é outro tema essencial. Declarações Ambientais de Produto, inventários de ciclo de vida, laudos técnicos e informações sobre composição ajudam projetistas e construtoras a tomar decisões mais qualificadas. O próprio blog do ITACER já destacou a conquista de Declarações de Desempenho Ambiental de Produto por uma empresa brasileira do setor cerâmico, evidenciando a importância da comunicação estruturada dos impactos ambientais associados aos produtos.
Esse movimento é relevante porque o mercado da construção está exigindo mais dados. Não basta afirmar que um produto é sustentável; é preciso demonstrar. Documentos ambientais, rastreabilidade de matérias-primas, controle de produção, eficiência energética industrial e gestão de resíduos produtivos passam a fazer parte da análise de especificação.
Também é importante considerar que a cerâmica pode favorecer estratégias de conforto e desempenho. Blocos cerâmicos e sistemas de alvenaria bem projetados podem contribuir para desempenho térmico e acústico, dependendo da solução adotada, da espessura, da composição da parede, dos revestimentos e do projeto como um todo. Em certificações verdes, conforto e qualidade dos ambientes internos são dimensões importantes, especialmente quando associadas à eficiência energética e ao bem-estar dos usuários.
No entanto, é necessário evitar simplificações. Nenhum material, isoladamente, garante uma certificação verde. O resultado depende da interação entre arquitetura, engenharia, sistemas prediais, operação, manutenção, localização, consumo de água, energia, materiais e gestão do canteiro. A cerâmica contribui quando faz parte de uma estratégia coerente.
Para especificadores, construtoras e projetistas, o caminho é avaliar três perguntas principais: o produto possui documentação técnica e ambiental? A aplicação foi pensada para reduzir perdas e melhorar desempenho? A solução contribui para os objetivos de sustentabilidade do empreendimento? Quando essas respostas são positivas, a cerâmica deixa de ser vista apenas como material tradicional e passa a ser reconhecida como parte de uma construção mais responsável.
O ITACER acredita que a alvenaria cerâmica racional tem papel importante nessa transformação. Ao promover conhecimento técnico, capacitação e boas práticas, o instituto contribui para que a cerâmica seja aplicada com mais eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental. Certificações verdes não são apenas selos; são instrumentos que incentivam o setor a medir, comprovar e melhorar seu desempenho.
A cerâmica pode contribuir para esse processo porque reúne atributos de durabilidade, desempenho, potencial de racionalização e crescente transparência ambiental. Quando especificada com critério e aplicada com técnica, ela fortalece obras mais sustentáveis e alinhadas às exigências do futuro da construção civil.
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Conforto térmico e controle da umidade: o papel da porosidade dos blocos cerâmicos
Muito além da resistência mecânica, os blocos cerâmicos oferecem benefícios que impactam diretamente o desempenho das edificações. Uma das características responsáveis por isso é a porosidade controlada, formada durante o processo de fabricação e essencial para o comportamento térmico e higroscópico do material.
Em um ensaio comparativo realizado na Cerâmica Formigari em junho de 2026, observou-se que a estrutura interna do bloco cerâmico, composta por microporos preenchidos por ar, reduz a velocidade da transferência de calor. Após quatro horas de teste com blocos repletos de gelo, a parede externa do bloco cerâmico apresentou cerca de 30% menos exposição ao frio em comparação ao bloco de concreto, demonstrando melhor desempenho térmico e maior estabilidade da temperatura.
Outro ensaio evidenciou o comportamento dos materiais quando expostos à umidade. Enquanto parte da água escoa pela superfície do bloco de concreto, o bloco cerâmico absorve parte dessa umidade em sua estrutura, contribuindo para um melhor equilíbrio das trocas de umidade na alvenaria e favorecendo ambientes mais confortáveis.
Esses resultados demonstram que características técnicas dos materiais influenciam diretamente o desempenho das construções. Por isso, ao especificar um sistema construtivo, é fundamental considerar ensaios laboratoriais e informações técnicas que comprovem a eficiência dos produtos.
ITACER e Cerâmica Formigari
Educando o presente, construindo o futuro.
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Patologias na Alvenaria: Como Evitar Trincas e Fissuras
Poucas coisas causam tanta dor de cabeça ao proprietário de um imóvel e ao construtor quanto o aparecimento de rachaduras na parede recém-pintada. As patologias na construção civil não afetam apenas a estética da edificação; elas podem comprometer o isolamento acústico, favorecer a entrada de umidade e, em casos graves, colocar em risco a segurança estrutural.
A boa notícia é que a imensa maioria dos problemas de trincas e fissuras na alvenaria pode ser evitada com planejamento adequado e o uso de sistemas construtivos inteligentes. Neste artigo, o Itacer explica as causas das principais patologias e mostra como a adoção da alvenaria cerâmica racional é a melhor vacina contra esses problemas.
A Diferença Entre Fissura, Trinca e Rachadura
Antes de falarmos sobre prevenção, é importante entender a gravidade do problema que você está enfrentando. A engenharia classifica as aberturas nas paredes de acordo com a sua espessura:
•Fissuras: São aberturas muito finas (até 0,5 mm), geralmente superficiais, que atingem apenas a pintura ou o reboco. Costumam ser problemas estéticos.
•Trincas: Aberturas entre 0,5 mm e 3 mm. Elas já rompem o bloco e a argamassa, dividindo a parede em duas partes. Exigem atenção e diagnóstico, pois podem indicar tensões estruturais.
•Rachaduras: Aberturas maiores que 3 mm. São graves, permitem a passagem de luz e água e indicam problemas estruturais severos que exigem intervenção imediata de um engenheiro.
Principais Causas das Patologias na Alvenaria
Ao contrário do que muitos pensam, o culpado pelas trincas raramente é o bloco cerâmico em si. Os problemas surgem, na grande maioria das vezes, por falhas de projeto, movimentações da estrutura ou erros de execução no canteiro de obras.
As causas mais comuns incluem:
1. Recalque de Fundação
Ocorre quando o solo cede de forma desigual sob o peso da casa. Isso gera tensões enormes nas paredes, causando trincas geralmente inclinadas (a 45 graus) que partem do chão ou dos cantos das janelas. A prevenção exige uma sondagem de solo adequada e um projeto de fundação bem dimensionado.
2. Dilatação Térmica
Os materiais de construção se expandem no calor e se contraem no frio. Se a estrutura de concreto (pilares e vigas) e a alvenaria de vedação não tiverem espaço para "trabalhar" juntas, o atrito gera trincas horizontais ou verticais, geralmente próximas ao encontro entre a parede e o teto.
3. Ausência de Vergas e Contravergas
Esta é a causa número um de trincas em formato de "bigode" nos cantos de portas e janelas. Os vãos das esquadrias concentram muita tensão. Se não houver um reforço estrutural sobre a janela (verga) e sob a janela (contraverga), a parede inevitavelmente vai trincar.
4. O Famoso "Quebra-Quebra" (Rasgos na Parede)
Na alvenaria convencional, o pedreiro levanta a parede e depois usa uma marreta para rasgar os blocos e passar os canos de água e eletricidade. Esse impacto violento enfraquece a parede e gera microfissuras que, com o tempo, aparecem no reboco.
Como a Alvenaria Racional Previne Trincas e Fissuras
A melhor forma de como evitar trincas na parede é abandonar o improviso e adotar a engenharia de precisão. É exatamente isso que a alvenaria cerâmica racional faz. Veja como o sistema atua preventivamente contra as patologias:
Modulação e Instalações Embutidas
No sistema racionalizado, o projeto é paginado (desenhado bloco a bloco). As tubulações elétricas e hidráulicas passam por dentro dos furos verticais dos blocos cerâmicos enquanto a parede está sendo erguida. O fim do "quebra-quebra" significa a preservação total da integridade física da parede, eliminando a principal causa de fissuras no reboco.
Vergas e Contravergas Integradas
A alvenaria racional utiliza blocos canaleta (em formato de "U") para a execução de vergas e contravergas e cintas de amarração. Essas peças cerâmicas recebem armadura de aço e graute, criando um reforço estrutural perfeito nos vãos de portas e janelas, dissipando as tensões e impedindo o surgimento das trincas a 45 graus.
Compatibilidade Térmica
Como o bloco cerâmico de furo vertical e as canaletas cerâmicas possuem o mesmo coeficiente de dilatação térmica, a parede trabalha de forma homogênea. Na construção convencional, a mistura de concreto, madeira e blocos gera tensões diferentes e favorecem as trincas no caso de dilatação.
Telas de Amarração e Grauteamento
Nos encontros de paredes (cruzamentos ou cantos em "L"), a alvenaria racional utiliza telas de aço soldadas na argamassa de assentamento e furos grauteados. Isso garante uma amarração perfeita, impedindo que as paredes se separem e formem fissuras verticais nos cantos dos cômodos.
Conclusão
Tratar patologias na construção civil depois da obra pronta é caro, demorado e frustrante. A prevenção sempre será o melhor investimento. Ao optar por blocos cerâmicos de furo vertical de alta qualidade, produzidos sob as normas da ABNT, e adotar os princípios da alvenaria racional, você garante uma obra limpa, rápida e, o mais importante: livre de rachaduras e infiltrações.
O Itacer recomenda que toda obra conte com projetos arquitetônicos e estruturais compatibilizados. A precisão no papel é a garantia da perfeição no canteiro de obras.
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NBR 15575: Guia Definitivo sobre Desempenho Térmico e Acústico
O mercado da construção civil brasileiro passou por uma revolução silenciosa, mas profunda, com a consolidação da ABNT NBR 15575. Conhecida como a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, ela mudou o foco da construção: deixou-se de olhar apenas para "como" o material é feito e passou-se a exigir "como" a edificação se comporta para o usuário final.
Para arquitetos, engenheiros e construtoras, atender à NBR 15575 não é mais um diferencial de marketing, é uma obrigação legal. Entre os requisitos mais desafiadores exigidos pela norma estão o desempenho térmico e o isolamento acústico dos sistemas de vedações verticais (paredes).
Neste guia definitivo, o Itacer explica os conceitos centrais da norma e demonstra, com base em evidências técnicas, por que a alvenaria cerâmica de furo vertical é a aliada perfeita para garantir a aprovação dos seus projetos.
O Que a NBR 15575 Exige das Paredes?
A NBR 15575 avalia a edificação como um todo, dividindo-a em sistemas (estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações). No caso das paredes externas e internas (Sistemas de Vedações Verticais - SVV), a norma estabelece níveis mínimos, intermediários e superiores de desempenho.
O objetivo é garantir que o morador tenha privacidade (não ouvir a conversa do vizinho) e conforto climático (não sofrer com calor excessivo no verão ou frio intenso no inverno), além de garantir a durabilidade e a segurança estrutural.
Desempenho Térmico: Transmitância e Inércia
Para avaliar o conforto térmico, a NBR 15575 divide o Brasil em oito Zonas Bioclimáticas, exigindo soluções diferentes dependendo do clima da região onde a obra será construída. Os dois conceitos técnicos principais avaliados são:
1.Transmitância Térmica (U): Mede a quantidade de calor que consegue atravessar a parede. Quanto menor o valor de "U", melhor é o isolamento da parede.
2.Capacidade Térmica (Ct): Relacionada à inércia térmica, mede a capacidade da parede de "armazenar" calor e retardar sua passagem para o interior (atraso térmico).
Por que o Bloco Cerâmico Vence no Desempenho Térmico?
A natureza mineral da argila queimada confere ao bloco cerâmico uma condutividade térmica significativamente menor que a do concreto. Além disso, a geometria dos blocos de furo vertical é um triunfo da engenharia: os furos criam câmaras de ar aprisionado no interior da parede. Como o ar estático é um excelente isolante térmico, a transmitância térmica (U) despenca.
Em simulações térmicas e ensaios laboratoriais exigidos pela norma, paredes construídas com blocos cerâmicos racionais frequentemente atingem os níveis intermediário e superior de desempenho, estabilizando a temperatura interna e reduzindo o consumo de energia com climatização.
Desempenho Acústico: O Índice de Redução Sonora (Rw)
O ruído é um dos maiores causadores de conflitos em condomínios e de insatisfação com imóveis novos. A NBR 15575 estabelece limites rigorosos para o isolamento a ruído aéreo entre unidades autônomas (apartamentos vizinhos) e entre as fachadas e o ambiente externo.
A métrica utilizada é o Índice de Redução Sonora (Rw), medido em decibéis (dB). Quanto maior o Rw, mais som a parede consegue bloquear. A norma exige, por exemplo, que paredes de geminação entre dormitórios de apartamentos diferentes tenham um isolamento acústico robusto.
A Lei da Massa e o Sistema Cerâmico
Na acústica, vigora a "Lei da Massa": paredes mais pesadas e espessas tendem a isolar melhor o som. Embora os blocos cerâmicos sejam leves para facilitar o manuseio, eles entregam um desempenho acústico surpreendente quando utilizados no sistema de alvenaria racional.
Isso ocorre porque o isolamento acústico não depende apenas da massa do bloco, mas da estanqueidade do sistema. Na alvenaria racional, o encaixe preciso dos blocos, o preenchimento correto das juntas de argamassa e a aplicação de revestimentos contínuos (como o reboco) eliminam frestas por onde o som poderia vazar. Para paredes de geminação (divisa entre apartamentos), o uso de blocos cerâmicos acústicos específicos ou o preenchimento estratégico de furos com graute ou areia eleva a massa da parede, garantindo o atendimento aos níveis mais exigentes da NBR 15575.
Como Garantir a Aprovação do Seu Projeto
Para não ter surpresas desagradáveis durante a execução ou entrega da obra, siga estas recomendações:
•Especificação Baseada em Laudos: Nunca compre blocos baseando-se apenas no preço. Exija do fabricante os laudos de ensaios térmicos e acústicos (PSQ - Programa Setorial da Qualidade) que comprovem o desempenho do material.
•Simulação na Fase de Projeto: Utilize softwares de simulação térmica ainda na fase de concepção arquitetônica. Ajustar a espessura do bloco cerâmico no software é infinitamente mais barato do que tentar corrigir o problema com a obra pronta.
•Execução Rigorosa: A melhor parede no papel pode falhar na prática se a execução for ruim. O não preenchimento das juntas verticais (quando exigido) ou rasgos mal feitos para tubulações destroem o isolamento acústico. Siga a modulação e evite quebra-quebras.
Conclusão
A NBR 15575 elevou a régua da qualidade na construção civil brasileira. Para os profissionais que buscam entregar excelência, segurança jurídica e conforto aos clientes, a alvenaria cerâmica de furo vertical apresenta-se como uma das soluções técnicas mais completas e confiáveis do mercado.
O Itacer e seus associados investem continuamente em tecnologia para fornecer blocos cerâmicos que não apenas atendem, mas superam as exigências normativas, construindo o futuro da habitação no Brasil.
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@2026 Itacer. Todos os direitos reservados
Av. Corporação Musical União dos Artistas, 110 - Terras de São José.
CEP: 13306-430
Caixa Postal: 98 - Itu/SP
Redação ITACER
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Como a cerâmica contribui para certificações verdes
As certificações verdes vêm ganhando importância na construção civil porque ajudam a traduzir sustentabilidade em critérios verificáveis. Elas avaliam aspectos como uso eficiente de recursos, redução de impactos ambientais, gestão de resíduos, qualidade dos ambientes internos, desempenho energético e escolha responsável de materiais. Nesse contexto, a cerâmica tem um papel relevante a desempenhar.
No Brasil e no mundo, uma das certificações mais conhecidas é o LEED, sistema que oferece uma estrutura para edifícios sustentáveis, saudáveis, eficientes e econômicos. Segundo o GBC Brasil, o LEED é o sistema de certificação de edifícios sustentáveis mais utilizado no mundo e avalia temas que vão do uso de energia e água à seleção de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna.
O GBC Brasil explica que o LEED aborda “desde o uso de energia e água até a seleção de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna”, por meio de categorias de crédito adaptadas a cada sistema de classificação.
A contribuição da cerâmica para certificações verdes não deve ser entendida como uma pontuação automática. Certificações avaliam o projeto como um todo, e cada material precisa ser analisado conforme documentação técnica, origem, desempenho, impacto ambiental e forma de aplicação. Ainda assim, os produtos cerâmicos podem apoiar diversas estratégias sustentáveis quando especificados corretamente.
Critério de sustentabilidade | Possível contribuição da cerâmica | Relação com certificações verdes |
Durabilidade | Longa vida útil e resistência | Redução de substituições e menor impacto ao longo do ciclo de vida |
Baixa emissão no uso | Materiais cerâmicos não dependem de compostos voláteis para desempenho | Apoio à qualidade ambiental interna |
Gestão de resíduos | Potencial de redução de perdas com projeto racionalizado | Contribuição para canteiros mais limpos e eficientes |
Transparência ambiental | Declarações ambientais de produto e documentação técnica | Suporte à tomada de decisão e comprovação de desempenho |
Matérias-primas minerais | Uso de recursos naturais com controle e responsabilidade | Necessidade de rastreabilidade e boas práticas produtivas |
Um dos principais atributos da cerâmica é a durabilidade. Produtos cerâmicos são reconhecidos por resistência, estabilidade e longa vida útil quando aplicados corretamente. Essa característica é importante porque a sustentabilidade não depende apenas do impacto inicial de um material, mas também de sua vida útil, manutenção e frequência de substituição.
Materiais que precisam ser trocados com menor frequência tendem a reduzir consumo futuro de recursos, geração de resíduos e impactos associados a transporte e reposição. Em certificações ambientais, essa visão de ciclo de vida é cada vez mais valorizada. O próprio LEED v4 reforça a transparência e os resultados mensuráveis ao longo do ciclo de vida do edifício.
Outro ponto relevante é a qualidade ambiental interna. Materiais cerâmicos, por sua natureza mineral e inerte após a queima, são frequentemente associados à baixa emissão de compostos orgânicos voláteis no uso. Fabricantes internacionais de revestimentos cerâmicos destacam que a cerâmica não libera compostos químicos nocivos durante seu ciclo de vida de uso, contribuindo para conforto e bem-estar dos ocupantes. Para projetos que buscam certificações, esse tipo de característica precisa ser comprovado por documentação adequada e ensaios quando aplicável.
A cerâmica também pode contribuir por meio da racionalização da obra. Quando blocos cerâmicos são utilizados dentro de um projeto modulado, com paginação definida e execução capacitada, há menor necessidade de cortes, menor quebra de peças e menor geração de entulho. Isso se conecta diretamente à gestão de resíduos, uma dimensão frequentemente considerada em certificações verdes.
No caso da alvenaria cerâmica racional, a sustentabilidade não está apenas no material, mas no sistema. Um bloco de qualidade, aplicado em uma obra mal planejada, pode perder parte de seu potencial. Por outro lado, quando produto, projeto e execução estão integrados, a cerâmica contribui para uma construção mais eficiente e com menor desperdício.
A transparência ambiental é outro tema essencial. Declarações Ambientais de Produto, inventários de ciclo de vida, laudos técnicos e informações sobre composição ajudam projetistas e construtoras a tomar decisões mais qualificadas. O próprio blog do ITACER já destacou a conquista de Declarações de Desempenho Ambiental de Produto por uma empresa brasileira do setor cerâmico, evidenciando a importância da comunicação estruturada dos impactos ambientais associados aos produtos.
Esse movimento é relevante porque o mercado da construção está exigindo mais dados. Não basta afirmar que um produto é sustentável; é preciso demonstrar. Documentos ambientais, rastreabilidade de matérias-primas, controle de produção, eficiência energética industrial e gestão de resíduos produtivos passam a fazer parte da análise de especificação.
Também é importante considerar que a cerâmica pode favorecer estratégias de conforto e desempenho. Blocos cerâmicos e sistemas de alvenaria bem projetados podem contribuir para desempenho térmico e acústico, dependendo da solução adotada, da espessura, da composição da parede, dos revestimentos e do projeto como um todo. Em certificações verdes, conforto e qualidade dos ambientes internos são dimensões importantes, especialmente quando associadas à eficiência energética e ao bem-estar dos usuários.
No entanto, é necessário evitar simplificações. Nenhum material, isoladamente, garante uma certificação verde. O resultado depende da interação entre arquitetura, engenharia, sistemas prediais, operação, manutenção, localização, consumo de água, energia, materiais e gestão do canteiro. A cerâmica contribui quando faz parte de uma estratégia coerente.
Para especificadores, construtoras e projetistas, o caminho é avaliar três perguntas principais: o produto possui documentação técnica e ambiental? A aplicação foi pensada para reduzir perdas e melhorar desempenho? A solução contribui para os objetivos de sustentabilidade do empreendimento? Quando essas respostas são positivas, a cerâmica deixa de ser vista apenas como material tradicional e passa a ser reconhecida como parte de uma construção mais responsável.
O ITACER acredita que a alvenaria cerâmica racional tem papel importante nessa transformação. Ao promover conhecimento técnico, capacitação e boas práticas, o instituto contribui para que a cerâmica seja aplicada com mais eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental. Certificações verdes não são apenas selos; são instrumentos que incentivam o setor a medir, comprovar e melhorar seu desempenho.
A cerâmica pode contribuir para esse processo porque reúne atributos de durabilidade, desempenho, potencial de racionalização e crescente transparência ambiental. Quando especificada com critério e aplicada com técnica, ela fortalece obras mais sustentáveis e alinhadas às exigências do futuro da construção civil.
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Muito além da resistência mecânica, os blocos cerâmicos oferecem benefícios que impactam diretamente o desempenho das edificações. Uma das características responsáveis por isso é a porosidade controlada, formada durante o processo de fabricação e essencial para o comportamento térmico e higroscópico do material.
Em um ensaio comparativo realizado na Cerâmica Formigari em junho de 2026, observou-se que a estrutura interna do bloco cerâmico, composta por microporos preenchidos por ar, reduz a velocidade da transferência de calor. Após quatro horas de teste com blocos repletos de gelo, a parede externa do bloco cerâmico apresentou cerca de 30% menos exposição ao frio em comparação ao bloco de concreto, demonstrando melhor desempenho térmico e maior estabilidade da temperatura.
Outro ensaio evidenciou o comportamento dos materiais quando expostos à umidade. Enquanto parte da água escoa pela superfície do bloco de concreto, o bloco cerâmico absorve parte dessa umidade em sua estrutura, contribuindo para um melhor equilíbrio das trocas de umidade na alvenaria e favorecendo ambientes mais confortáveis.
Esses resultados demonstram que características técnicas dos materiais influenciam diretamente o desempenho das construções. Por isso, ao especificar um sistema construtivo, é fundamental considerar ensaios laboratoriais e informações técnicas que comprovem a eficiência dos produtos.
ITACER e Cerâmica Formigari
Educando o presente, construindo o futuro.
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Patologias na Alvenaria: Como Evitar Trincas e Fissuras
Poucas coisas causam tanta dor de cabeça ao proprietário de um imóvel e ao construtor quanto o aparecimento de rachaduras na parede recém-pintada. As patologias na construção civil não afetam apenas a estética da edificação; elas podem comprometer o isolamento acústico, favorecer a entrada de umidade e, em casos graves, colocar em risco a segurança estrutural.
A boa notícia é que a imensa maioria dos problemas de trincas e fissuras na alvenaria pode ser evitada com planejamento adequado e o uso de sistemas construtivos inteligentes. Neste artigo, o Itacer explica as causas das principais patologias e mostra como a adoção da alvenaria cerâmica racional é a melhor vacina contra esses problemas.
A Diferença Entre Fissura, Trinca e Rachadura
Antes de falarmos sobre prevenção, é importante entender a gravidade do problema que você está enfrentando. A engenharia classifica as aberturas nas paredes de acordo com a sua espessura:
•Fissuras: São aberturas muito finas (até 0,5 mm), geralmente superficiais, que atingem apenas a pintura ou o reboco. Costumam ser problemas estéticos.
•Trincas: Aberturas entre 0,5 mm e 3 mm. Elas já rompem o bloco e a argamassa, dividindo a parede em duas partes. Exigem atenção e diagnóstico, pois podem indicar tensões estruturais.
•Rachaduras: Aberturas maiores que 3 mm. São graves, permitem a passagem de luz e água e indicam problemas estruturais severos que exigem intervenção imediata de um engenheiro.
Principais Causas das Patologias na Alvenaria
Ao contrário do que muitos pensam, o culpado pelas trincas raramente é o bloco cerâmico em si. Os problemas surgem, na grande maioria das vezes, por falhas de projeto, movimentações da estrutura ou erros de execução no canteiro de obras.
As causas mais comuns incluem:
1. Recalque de Fundação
Ocorre quando o solo cede de forma desigual sob o peso da casa. Isso gera tensões enormes nas paredes, causando trincas geralmente inclinadas (a 45 graus) que partem do chão ou dos cantos das janelas. A prevenção exige uma sondagem de solo adequada e um projeto de fundação bem dimensionado.
2. Dilatação Térmica
Os materiais de construção se expandem no calor e se contraem no frio. Se a estrutura de concreto (pilares e vigas) e a alvenaria de vedação não tiverem espaço para "trabalhar" juntas, o atrito gera trincas horizontais ou verticais, geralmente próximas ao encontro entre a parede e o teto.
3. Ausência de Vergas e Contravergas
Esta é a causa número um de trincas em formato de "bigode" nos cantos de portas e janelas. Os vãos das esquadrias concentram muita tensão. Se não houver um reforço estrutural sobre a janela (verga) e sob a janela (contraverga), a parede inevitavelmente vai trincar.
4. O Famoso "Quebra-Quebra" (Rasgos na Parede)
Na alvenaria convencional, o pedreiro levanta a parede e depois usa uma marreta para rasgar os blocos e passar os canos de água e eletricidade. Esse impacto violento enfraquece a parede e gera microfissuras que, com o tempo, aparecem no reboco.
Como a Alvenaria Racional Previne Trincas e Fissuras
A melhor forma de como evitar trincas na parede é abandonar o improviso e adotar a engenharia de precisão. É exatamente isso que a alvenaria cerâmica racional faz. Veja como o sistema atua preventivamente contra as patologias:
Modulação e Instalações Embutidas
No sistema racionalizado, o projeto é paginado (desenhado bloco a bloco). As tubulações elétricas e hidráulicas passam por dentro dos furos verticais dos blocos cerâmicos enquanto a parede está sendo erguida. O fim do "quebra-quebra" significa a preservação total da integridade física da parede, eliminando a principal causa de fissuras no reboco.
Vergas e Contravergas Integradas
A alvenaria racional utiliza blocos canaleta (em formato de "U") para a execução de vergas e contravergas e cintas de amarração. Essas peças cerâmicas recebem armadura de aço e graute, criando um reforço estrutural perfeito nos vãos de portas e janelas, dissipando as tensões e impedindo o surgimento das trincas a 45 graus.
Compatibilidade Térmica
Como o bloco cerâmico de furo vertical e as canaletas cerâmicas possuem o mesmo coeficiente de dilatação térmica, a parede trabalha de forma homogênea. Na construção convencional, a mistura de concreto, madeira e blocos gera tensões diferentes e favorecem as trincas no caso de dilatação.
Telas de Amarração e Grauteamento
Nos encontros de paredes (cruzamentos ou cantos em "L"), a alvenaria racional utiliza telas de aço soldadas na argamassa de assentamento e furos grauteados. Isso garante uma amarração perfeita, impedindo que as paredes se separem e formem fissuras verticais nos cantos dos cômodos.
Conclusão
Tratar patologias na construção civil depois da obra pronta é caro, demorado e frustrante. A prevenção sempre será o melhor investimento. Ao optar por blocos cerâmicos de furo vertical de alta qualidade, produzidos sob as normas da ABNT, e adotar os princípios da alvenaria racional, você garante uma obra limpa, rápida e, o mais importante: livre de rachaduras e infiltrações.
O Itacer recomenda que toda obra conte com projetos arquitetônicos e estruturais compatibilizados. A precisão no papel é a garantia da perfeição no canteiro de obras.
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@2026 Itacer. Todos os direitos reservados
Av. Corporação Musical União dos Artistas, 110 - Terras de São José.
CEP: 13306-430
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Como a cerâmica contribui para certificações verdes
As certificações verdes vêm ganhando importância na construção civil porque ajudam a traduzir sustentabilidade em critérios verificáveis. Elas avaliam aspectos como uso eficiente de recursos, redução de impactos ambientais, gestão de resíduos, qualidade dos ambientes internos, desempenho energético e escolha responsável de materiais. Nesse contexto, a cerâmica tem um papel relevante a desempenhar.
No Brasil e no mundo, uma das certificações mais conhecidas é o LEED, sistema que oferece uma estrutura para edifícios sustentáveis, saudáveis, eficientes e econômicos. Segundo o GBC Brasil, o LEED é o sistema de certificação de edifícios sustentáveis mais utilizado no mundo e avalia temas que vão do uso de energia e água à seleção de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna.
O GBC Brasil explica que o LEED aborda “desde o uso de energia e água até a seleção de materiais, gestão de resíduos e qualidade ambiental interna”, por meio de categorias de crédito adaptadas a cada sistema de classificação.
A contribuição da cerâmica para certificações verdes não deve ser entendida como uma pontuação automática. Certificações avaliam o projeto como um todo, e cada material precisa ser analisado conforme documentação técnica, origem, desempenho, impacto ambiental e forma de aplicação. Ainda assim, os produtos cerâmicos podem apoiar diversas estratégias sustentáveis quando especificados corretamente.
Critério de sustentabilidade | Possível contribuição da cerâmica | Relação com certificações verdes |
Durabilidade | Longa vida útil e resistência | Redução de substituições e menor impacto ao longo do ciclo de vida |
Baixa emissão no uso | Materiais cerâmicos não dependem de compostos voláteis para desempenho | Apoio à qualidade ambiental interna |
Gestão de resíduos | Potencial de redução de perdas com projeto racionalizado | Contribuição para canteiros mais limpos e eficientes |
Transparência ambiental | Declarações ambientais de produto e documentação técnica | Suporte à tomada de decisão e comprovação de desempenho |
Matérias-primas minerais | Uso de recursos naturais com controle e responsabilidade | Necessidade de rastreabilidade e boas práticas produtivas |
Um dos principais atributos da cerâmica é a durabilidade. Produtos cerâmicos são reconhecidos por resistência, estabilidade e longa vida útil quando aplicados corretamente. Essa característica é importante porque a sustentabilidade não depende apenas do impacto inicial de um material, mas também de sua vida útil, manutenção e frequência de substituição.
Materiais que precisam ser trocados com menor frequência tendem a reduzir consumo futuro de recursos, geração de resíduos e impactos associados a transporte e reposição. Em certificações ambientais, essa visão de ciclo de vida é cada vez mais valorizada. O próprio LEED v4 reforça a transparência e os resultados mensuráveis ao longo do ciclo de vida do edifício.
Outro ponto relevante é a qualidade ambiental interna. Materiais cerâmicos, por sua natureza mineral e inerte após a queima, são frequentemente associados à baixa emissão de compostos orgânicos voláteis no uso. Fabricantes internacionais de revestimentos cerâmicos destacam que a cerâmica não libera compostos químicos nocivos durante seu ciclo de vida de uso, contribuindo para conforto e bem-estar dos ocupantes. Para projetos que buscam certificações, esse tipo de característica precisa ser comprovado por documentação adequada e ensaios quando aplicável.
A cerâmica também pode contribuir por meio da racionalização da obra. Quando blocos cerâmicos são utilizados dentro de um projeto modulado, com paginação definida e execução capacitada, há menor necessidade de cortes, menor quebra de peças e menor geração de entulho. Isso se conecta diretamente à gestão de resíduos, uma dimensão frequentemente considerada em certificações verdes.
No caso da alvenaria cerâmica racional, a sustentabilidade não está apenas no material, mas no sistema. Um bloco de qualidade, aplicado em uma obra mal planejada, pode perder parte de seu potencial. Por outro lado, quando produto, projeto e execução estão integrados, a cerâmica contribui para uma construção mais eficiente e com menor desperdício.
A transparência ambiental é outro tema essencial. Declarações Ambientais de Produto, inventários de ciclo de vida, laudos técnicos e informações sobre composição ajudam projetistas e construtoras a tomar decisões mais qualificadas. O próprio blog do ITACER já destacou a conquista de Declarações de Desempenho Ambiental de Produto por uma empresa brasileira do setor cerâmico, evidenciando a importância da comunicação estruturada dos impactos ambientais associados aos produtos.
Esse movimento é relevante porque o mercado da construção está exigindo mais dados. Não basta afirmar que um produto é sustentável; é preciso demonstrar. Documentos ambientais, rastreabilidade de matérias-primas, controle de produção, eficiência energética industrial e gestão de resíduos produtivos passam a fazer parte da análise de especificação.
Também é importante considerar que a cerâmica pode favorecer estratégias de conforto e desempenho. Blocos cerâmicos e sistemas de alvenaria bem projetados podem contribuir para desempenho térmico e acústico, dependendo da solução adotada, da espessura, da composição da parede, dos revestimentos e do projeto como um todo. Em certificações verdes, conforto e qualidade dos ambientes internos são dimensões importantes, especialmente quando associadas à eficiência energética e ao bem-estar dos usuários.
No entanto, é necessário evitar simplificações. Nenhum material, isoladamente, garante uma certificação verde. O resultado depende da interação entre arquitetura, engenharia, sistemas prediais, operação, manutenção, localização, consumo de água, energia, materiais e gestão do canteiro. A cerâmica contribui quando faz parte de uma estratégia coerente.
Para especificadores, construtoras e projetistas, o caminho é avaliar três perguntas principais: o produto possui documentação técnica e ambiental? A aplicação foi pensada para reduzir perdas e melhorar desempenho? A solução contribui para os objetivos de sustentabilidade do empreendimento? Quando essas respostas são positivas, a cerâmica deixa de ser vista apenas como material tradicional e passa a ser reconhecida como parte de uma construção mais responsável.
O ITACER acredita que a alvenaria cerâmica racional tem papel importante nessa transformação. Ao promover conhecimento técnico, capacitação e boas práticas, o instituto contribui para que a cerâmica seja aplicada com mais eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental. Certificações verdes não são apenas selos; são instrumentos que incentivam o setor a medir, comprovar e melhorar seu desempenho.
A cerâmica pode contribuir para esse processo porque reúne atributos de durabilidade, desempenho, potencial de racionalização e crescente transparência ambiental. Quando especificada com critério e aplicada com técnica, ela fortalece obras mais sustentáveis e alinhadas às exigências do futuro da construção civil.
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Conforto térmico e controle da umidade: o papel da porosidade dos blocos cerâmicos
Muito além da resistência mecânica, os blocos cerâmicos oferecem benefícios que impactam diretamente o desempenho das edificações. Uma das características responsáveis por isso é a porosidade controlada, formada durante o processo de fabricação e essencial para o comportamento térmico e higroscópico do material.
Em um ensaio comparativo realizado na Cerâmica Formigari em junho de 2026, observou-se que a estrutura interna do bloco cerâmico, composta por microporos preenchidos por ar, reduz a velocidade da transferência de calor. Após quatro horas de teste com blocos repletos de gelo, a parede externa do bloco cerâmico apresentou cerca de 30% menos exposição ao frio em comparação ao bloco de concreto, demonstrando melhor desempenho térmico e maior estabilidade da temperatura.
Outro ensaio evidenciou o comportamento dos materiais quando expostos à umidade. Enquanto parte da água escoa pela superfície do bloco de concreto, o bloco cerâmico absorve parte dessa umidade em sua estrutura, contribuindo para um melhor equilíbrio das trocas de umidade na alvenaria e favorecendo ambientes mais confortáveis.
Esses resultados demonstram que características técnicas dos materiais influenciam diretamente o desempenho das construções. Por isso, ao especificar um sistema construtivo, é fundamental considerar ensaios laboratoriais e informações técnicas que comprovem a eficiência dos produtos.
ITACER e Cerâmica Formigari
Educando o presente, construindo o futuro.
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Patologias na Alvenaria: Como Evitar Trincas e Fissuras
Poucas coisas causam tanta dor de cabeça ao proprietário de um imóvel e ao construtor quanto o aparecimento de rachaduras na parede recém-pintada. As patologias na construção civil não afetam apenas a estética da edificação; elas podem comprometer o isolamento acústico, favorecer a entrada de umidade e, em casos graves, colocar em risco a segurança estrutural.
A boa notícia é que a imensa maioria dos problemas de trincas e fissuras na alvenaria pode ser evitada com planejamento adequado e o uso de sistemas construtivos inteligentes. Neste artigo, o Itacer explica as causas das principais patologias e mostra como a adoção da alvenaria cerâmica racional é a melhor vacina contra esses problemas.
A Diferença Entre Fissura, Trinca e Rachadura
Antes de falarmos sobre prevenção, é importante entender a gravidade do problema que você está enfrentando. A engenharia classifica as aberturas nas paredes de acordo com a sua espessura:
•Fissuras: São aberturas muito finas (até 0,5 mm), geralmente superficiais, que atingem apenas a pintura ou o reboco. Costumam ser problemas estéticos.
•Trincas: Aberturas entre 0,5 mm e 3 mm. Elas já rompem o bloco e a argamassa, dividindo a parede em duas partes. Exigem atenção e diagnóstico, pois podem indicar tensões estruturais.
•Rachaduras: Aberturas maiores que 3 mm. São graves, permitem a passagem de luz e água e indicam problemas estruturais severos que exigem intervenção imediata de um engenheiro.
Principais Causas das Patologias na Alvenaria
Ao contrário do que muitos pensam, o culpado pelas trincas raramente é o bloco cerâmico em si. Os problemas surgem, na grande maioria das vezes, por falhas de projeto, movimentações da estrutura ou erros de execução no canteiro de obras.
As causas mais comuns incluem:
1. Recalque de Fundação
Ocorre quando o solo cede de forma desigual sob o peso da casa. Isso gera tensões enormes nas paredes, causando trincas geralmente inclinadas (a 45 graus) que partem do chão ou dos cantos das janelas. A prevenção exige uma sondagem de solo adequada e um projeto de fundação bem dimensionado.
2. Dilatação Térmica
Os materiais de construção se expandem no calor e se contraem no frio. Se a estrutura de concreto (pilares e vigas) e a alvenaria de vedação não tiverem espaço para "trabalhar" juntas, o atrito gera trincas horizontais ou verticais, geralmente próximas ao encontro entre a parede e o teto.
3. Ausência de Vergas e Contravergas
Esta é a causa número um de trincas em formato de "bigode" nos cantos de portas e janelas. Os vãos das esquadrias concentram muita tensão. Se não houver um reforço estrutural sobre a janela (verga) e sob a janela (contraverga), a parede inevitavelmente vai trincar.
4. O Famoso "Quebra-Quebra" (Rasgos na Parede)
Na alvenaria convencional, o pedreiro levanta a parede e depois usa uma marreta para rasgar os blocos e passar os canos de água e eletricidade. Esse impacto violento enfraquece a parede e gera microfissuras que, com o tempo, aparecem no reboco.
Como a Alvenaria Racional Previne Trincas e Fissuras
A melhor forma de como evitar trincas na parede é abandonar o improviso e adotar a engenharia de precisão. É exatamente isso que a alvenaria cerâmica racional faz. Veja como o sistema atua preventivamente contra as patologias:
Modulação e Instalações Embutidas
No sistema racionalizado, o projeto é paginado (desenhado bloco a bloco). As tubulações elétricas e hidráulicas passam por dentro dos furos verticais dos blocos cerâmicos enquanto a parede está sendo erguida. O fim do "quebra-quebra" significa a preservação total da integridade física da parede, eliminando a principal causa de fissuras no reboco.
Vergas e Contravergas Integradas
A alvenaria racional utiliza blocos canaleta (em formato de "U") para a execução de vergas e contravergas e cintas de amarração. Essas peças cerâmicas recebem armadura de aço e graute, criando um reforço estrutural perfeito nos vãos de portas e janelas, dissipando as tensões e impedindo o surgimento das trincas a 45 graus.
Compatibilidade Térmica
Como o bloco cerâmico de furo vertical e as canaletas cerâmicas possuem o mesmo coeficiente de dilatação térmica, a parede trabalha de forma homogênea. Na construção convencional, a mistura de concreto, madeira e blocos gera tensões diferentes e favorecem as trincas no caso de dilatação.
Telas de Amarração e Grauteamento
Nos encontros de paredes (cruzamentos ou cantos em "L"), a alvenaria racional utiliza telas de aço soldadas na argamassa de assentamento e furos grauteados. Isso garante uma amarração perfeita, impedindo que as paredes se separem e formem fissuras verticais nos cantos dos cômodos.
Conclusão
Tratar patologias na construção civil depois da obra pronta é caro, demorado e frustrante. A prevenção sempre será o melhor investimento. Ao optar por blocos cerâmicos de furo vertical de alta qualidade, produzidos sob as normas da ABNT, e adotar os princípios da alvenaria racional, você garante uma obra limpa, rápida e, o mais importante: livre de rachaduras e infiltrações.
O Itacer recomenda que toda obra conte com projetos arquitetônicos e estruturais compatibilizados. A precisão no papel é a garantia da perfeição no canteiro de obras.
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NBR 15575: Guia Definitivo sobre Desempenho Térmico e Acústico
O mercado da construção civil brasileiro passou por uma revolução silenciosa, mas profunda, com a consolidação da ABNT NBR 15575. Conhecida como a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, ela mudou o foco da construção: deixou-se de olhar apenas para "como" o material é feito e passou-se a exigir "como" a edificação se comporta para o usuário final.
Para arquitetos, engenheiros e construtoras, atender à NBR 15575 não é mais um diferencial de marketing, é uma obrigação legal. Entre os requisitos mais desafiadores exigidos pela norma estão o desempenho térmico e o isolamento acústico dos sistemas de vedações verticais (paredes).
Neste guia definitivo, o Itacer explica os conceitos centrais da norma e demonstra, com base em evidências técnicas, por que a alvenaria cerâmica de furo vertical é a aliada perfeita para garantir a aprovação dos seus projetos.
O Que a NBR 15575 Exige das Paredes?
A NBR 15575 avalia a edificação como um todo, dividindo-a em sistemas (estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações). No caso das paredes externas e internas (Sistemas de Vedações Verticais - SVV), a norma estabelece níveis mínimos, intermediários e superiores de desempenho.
O objetivo é garantir que o morador tenha privacidade (não ouvir a conversa do vizinho) e conforto climático (não sofrer com calor excessivo no verão ou frio intenso no inverno), além de garantir a durabilidade e a segurança estrutural.
Desempenho Térmico: Transmitância e Inércia
Para avaliar o conforto térmico, a NBR 15575 divide o Brasil em oito Zonas Bioclimáticas, exigindo soluções diferentes dependendo do clima da região onde a obra será construída. Os dois conceitos técnicos principais avaliados são:
1.Transmitância Térmica (U): Mede a quantidade de calor que consegue atravessar a parede. Quanto menor o valor de "U", melhor é o isolamento da parede.
2.Capacidade Térmica (Ct): Relacionada à inércia térmica, mede a capacidade da parede de "armazenar" calor e retardar sua passagem para o interior (atraso térmico).
Por que o Bloco Cerâmico Vence no Desempenho Térmico?
A natureza mineral da argila queimada confere ao bloco cerâmico uma condutividade térmica significativamente menor que a do concreto. Além disso, a geometria dos blocos de furo vertical é um triunfo da engenharia: os furos criam câmaras de ar aprisionado no interior da parede. Como o ar estático é um excelente isolante térmico, a transmitância térmica (U) despenca.
Em simulações térmicas e ensaios laboratoriais exigidos pela norma, paredes construídas com blocos cerâmicos racionais frequentemente atingem os níveis intermediário e superior de desempenho, estabilizando a temperatura interna e reduzindo o consumo de energia com climatização.
Desempenho Acústico: O Índice de Redução Sonora (Rw)
O ruído é um dos maiores causadores de conflitos em condomínios e de insatisfação com imóveis novos. A NBR 15575 estabelece limites rigorosos para o isolamento a ruído aéreo entre unidades autônomas (apartamentos vizinhos) e entre as fachadas e o ambiente externo.
A métrica utilizada é o Índice de Redução Sonora (Rw), medido em decibéis (dB). Quanto maior o Rw, mais som a parede consegue bloquear. A norma exige, por exemplo, que paredes de geminação entre dormitórios de apartamentos diferentes tenham um isolamento acústico robusto.
A Lei da Massa e o Sistema Cerâmico
Na acústica, vigora a "Lei da Massa": paredes mais pesadas e espessas tendem a isolar melhor o som. Embora os blocos cerâmicos sejam leves para facilitar o manuseio, eles entregam um desempenho acústico surpreendente quando utilizados no sistema de alvenaria racional.
Isso ocorre porque o isolamento acústico não depende apenas da massa do bloco, mas da estanqueidade do sistema. Na alvenaria racional, o encaixe preciso dos blocos, o preenchimento correto das juntas de argamassa e a aplicação de revestimentos contínuos (como o reboco) eliminam frestas por onde o som poderia vazar. Para paredes de geminação (divisa entre apartamentos), o uso de blocos cerâmicos acústicos específicos ou o preenchimento estratégico de furos com graute ou areia eleva a massa da parede, garantindo o atendimento aos níveis mais exigentes da NBR 15575.
Como Garantir a Aprovação do Seu Projeto
Para não ter surpresas desagradáveis durante a execução ou entrega da obra, siga estas recomendações:
•Especificação Baseada em Laudos: Nunca compre blocos baseando-se apenas no preço. Exija do fabricante os laudos de ensaios térmicos e acústicos (PSQ - Programa Setorial da Qualidade) que comprovem o desempenho do material.
•Simulação na Fase de Projeto: Utilize softwares de simulação térmica ainda na fase de concepção arquitetônica. Ajustar a espessura do bloco cerâmico no software é infinitamente mais barato do que tentar corrigir o problema com a obra pronta.
•Execução Rigorosa: A melhor parede no papel pode falhar na prática se a execução for ruim. O não preenchimento das juntas verticais (quando exigido) ou rasgos mal feitos para tubulações destroem o isolamento acústico. Siga a modulação e evite quebra-quebras.
Conclusão
A NBR 15575 elevou a régua da qualidade na construção civil brasileira. Para os profissionais que buscam entregar excelência, segurança jurídica e conforto aos clientes, a alvenaria cerâmica de furo vertical apresenta-se como uma das soluções técnicas mais completas e confiáveis do mercado.
O Itacer e seus associados investem continuamente em tecnologia para fornecer blocos cerâmicos que não apenas atendem, mas superam as exigências normativas, construindo o futuro da habitação no Brasil.
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